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		<title>Potosi &#8211; Bolívia</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 17:44:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A trajetória da cidade de Potosi, no sul da Bolívia, é, sem nenhum exagero, um conto de fadas que terminou em sangue. Urbe de história única no mundo, o lugar reúne, em sua acidentada paisagem, uma era de glórias distante e um presente de crueldade contínua. O herói Dom Quixote de la Mancha não estava ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A trajetória da cidade de Potosi, no sul da Bolívia, é, sem nenhum exagero, um conto de fadas que terminou em sangue. Urbe de história única no mundo, o lugar reúne, em sua acidentada paisagem, uma era de glórias distante e um presente de crueldade contínua.<br />
O herói Dom Quixote de la Mancha não estava errado: exclamava “esto vale un Potosí!” quando queria dizer que algum objeto tinha um alto valor monetário. Mas isso foi no começo do século 17, quando Miguel de Cervantes terminou de escrever e publicou seu célebre livro.<br />
Naquela época, se extraía de Potosi nada menos que a metade da prata comercializada na Terra (entre 1581 e 1600, auge da produção local, foram cerca de 3,5 mil toneladas de prata de alta qualidade) e, reza a lenda, até suas ruas estavam cobertas com o nobre metal. O Velho Continente, proprietário e consumidor de tal riqueza, exultava, e enviava àquelas áridas paragens do altiplano andino um grande contingente de pessoas em busca de fortuna ilimitada &#8211; e quase certa.</p>
<p>Fundada em 1545, logo após a descoberta de reservas argentíferas na montanha que os indígenas chamavam de Sumaj Orcko (Bela Montanha), Potosi abrigaria, por volta de 1580, mais de 120 mil almas. E a Bela Montanha, à sombra da qual crescia a nova metrópole, seria rebatizada Cerro Rico pelos europeus que a exploravam – e se transformaria, para os índios que a veneravam desde tempos remotos, em uma franquia do inferno na Terra.<br />
Os espanhóis construíram um esplêndido casario colonial no centro da cidade e viram chegar a Potosi inúmeras ordens religiosas que, no afã se de associar ao novo eldorado das Américas, ergueriam no local conventos e igrejas tão esplêndidos como as matrizes europeias. Pouco importava o fato de Potosi quase não ter ar (está a quatro mil metros de altitude) e ser abatida constantemente por um clima agressivamente gélido. A urbe prosperou e, em 1640, chegou a ter 180 mil pessoas (à época, mais gente que em centros como Paris e Sevilha).<br />
Hoje, são muitas as lembranças deste tempo de glória presentes nas ruas da cidade. Há desde o símbolo máximo da ganância potosina &#8211; a Casa da Moeda, onde eram cunhadas as moedas de prata que posteriormente seriam enviadas à Europa – até exemplos sublimes da arte mestiça que foi empregada na construção de muitas das igrejas locais. A fachada da igreja de San Lorenzo, por exemplo, mistura elementos cristãos e figuras indígenas em um intrincado painel de inspiração barroca. Já a igreja do Convento de São Francisco, fundado em 1547, é sustentada por colunas e abóbadas capazes de impressionar qualquer rato de Vaticano.<br />
A figura de Jesus que guarda o altar deste templo é uma atração à parte: talhada em madeira, sua cor morena lembra à da população boliviana e seus cabelos são reais (os fieis dizem que eles ainda crescem). Do mirante do edifício, aberto ao público, os turistas podem ver o aspecto romântico-decadente de Potosi: vielas abertas entre casas com balcões de madeira trabalhada e pátios de belas colunas e fontes ressecadas. O céu, tão próximo, é, via de regra, de um azul intenso, e a montanha Cerro Rico, silenciosa à distância, e com sua imponente forma cônica, será sempre a última parada de um olhar contemplativo por essa antiga morada da ganância. </p>
<p>Beleza à mostra, dinamites à venda<br />
Nos dias de hoje, porém, a beleza histórica de Potosi não é o que atrai os visitantes estrangeiros (e eles não são poucos) às áridas alturas bolivianas. Os turistas, na cidade, têm outro objetivo: conhecer o inferno.<br />
O Cerro Rico se tornou um destino obrigatório para muitos indígenas desde a descoberta das primeiras reservas de prata há 466 anos. Sob a Coroa Espanhola, eles eram enviados às minas sob o regime de &#8220;mitas&#8221;, que os obrigava a trabalhar em condições sub-humanas e morrer jovens com doenças respiratórias ou sob desabamentos.<br />
O historiador uruguaio Eduardo Galeano calcula, em seu famoso livro “As Veias Abertas da América Latina”, que, entre os séculos 16 e 19, aproximadamente oito milhões de pessoas tenham morrido em decorrência da exploração do Cerro Rico. E documentos do Arquivo Histórico da Casa da Moeda mostram o que tamanho sacrifício rendeu para os cofres europeus: aproximadamente 31 mil toneladas de prata fina – quantidade que foi retirada da montanha entre 1545 e 1824, tempo em que a Espanha controlou a extração. O espantoso número corrobora a frase que os bolivianos sempre usam quando se referem a essa história: “seria possível construir uma ponte de prata entre Potosi e a Espanha com todo o metal que foi tirado do Cerro Rico”. Não deve ser exagero.<br />
Mas o passado se estende ao presente: o Cerro Rico continua sendo um destino obrigatório para muitos indígenas bolivianos, que continuam trabalhando em condições sub-humanas e morrendo de silicose e sob escombros (só que agora, não é a Coroa que os obriga a tal labuta, mas a inexistência de qualquer trabalho rentável na região). E a incursão a uma das minas é, sem dúvida, o ponto alto &#8211; e polêmico &#8211; de qualquer visita a Potosi.</p>
<p>Incursão às minas<br />
O ritual, organizado por agências turísticas e hotéis locais, fascina e assusta: o primeiro passo é ir aos mercados aos pés do Cerro Rico, já na zona periférica de Potosi, e comprar alguns &#8220;presentes&#8221; para os mineiros: sacos cheios de folha de coca, Ceibo (uma bebida com 96% de grau alcoólico) e dinamite. Isso mesmo: dinamite. O explosivo é vendido livremente, por pouco mais de cinco reais, nas ruas da cidade. Adolescentes de 15 anos (muitos deles também trabalham nas minas) podem adquiri-lo sem nenhum empecilho.<br />
O segundo passo é a vestimenta: o turista coloca calça de sarja, uma jaqueta encardida e um capacete equipado com lanterna, tal qual um mineiro (mais que fantasia, o kit garatirá a integridade física do visitante dentro da montanha). E, como terceiro passo, entra na mina.<br />
O termo “inferno” não é exagero. O Cerro Rico é um formigueiro habitado por sombras que pouco parecem humanas. Aos locais de extração se chega por corredores estreitos, claustrofóbicos e escuros, nos quais as temperaturas mudam, abruptamente, de 10 para 40 °C &#8211; e vice-versa. O ar que se respira é visível: partículas de terra, impregnadas de sílica (o elemento que envenena os pulmões dos mineiros), flutuam na frente dos olhos, grudam no suor do rosto e incomodam o olfato com seu odor rançoso, um cheiro da mais vagabunda e suja das oficinas mecânicas.<br />
Os mineiros (são aproximadamente 13 mil trabalhando no Cerro Rico, em esquema de cooperativa) picam as paredes, carregam enormes sacos com as pedras extraídas, sobem por escadas precárias, transportam material entre os diversos níveis da montanha e, lógico, explodem suas dinamites. Alguns, às vezes, trabalham em turnos de 24 horas. Seu único alimento é folha da coca que, armazenada nas bochechas por longo tempo, acabam com qualquer resquício de apetite.<br />
Prata de boa qualidade já quase não existe nesses buracos: o que mais se consegue é chumbo e estanho &#8211; e prata de má qualidade &#8211; prontamente vendidos a uma das 33 refinadoras que operam em Potosi.<br />
Nenhum deles consegue dizer exatamente quanto ganha (“Há meses em que tiro 10 mil bolivianos – 2,5 mil reais – há meses em que não ganho nada”, diz Carmelo Ticona, mineiro de 28 anos), mas todos têm certeza de uma coisa: irão falecer logo.<br />
Segundo o médico Gualberto Astorga, do centro de pneumologia da Caixa Nacional de Saúde (hospital que cuida dos trabalhadores das minas), a expectativa de vida de um mineiro é de 45 anos. “As esposas, tão preparadas que estão, nem choram quando lhe damos a notícia da morte”, conta ele.<br />
Ticona, por sua vez, admite: “Sei que vou morrer em breve, mas é o destino do mineiro. Não temos indústrias em Potosi e é a única coisa que podemos fazer”.<br />
Ao seu lado estão os seus dois irmãos, com 22 e 18 anos – ambos também mineiros. Atrás dele, a montanha que um dia enriqueceu a Europa e que hoje, no seu interior, guarda a estátua &#8211; de tamanho humano &#8211; de um diabo.<br />
Chamada de “O Tio”, e dona de uma feição assustadora, ela é venerada fervorosamente pelos mineiros, que lhe presenteiam com folhas de coca, cigarro, álcool e sangue de lhama (extraído em festivais de sacrifício realizados anualmente). O objetivo desses homens não é pedir fortuna, mas rogar para que não tenham nenhum acidente dentro da mina.<br />
O Cerro Rico já foi um relicário de riquezas minerais indescritíveis. Hoje, carente de sua prata, é o maior símbolo da miséria boliviana. </p>
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		<title>Los Cabos &#8211; México</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 20:02:30 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem longe de tudo o que já se falou sobre o turismo no México (Cancún e pirâmides astecas só para citar alguns dos destinos mais conhecidos), existe um lugar que parece uma daquelas descrições exageradas encontradas em folhetos publicitários.<br />
De um lado, Cabo San Lucas, cidade que abriga uma agitada vida noturna e uma concorrida marina de onde partem as embarcações para os principais pontos de mergulho. De outro, a quase 30 km de distância, a discreta San José del Cabo preserva o lado colonial dessa região localizada no extremo sul da Baja California.</p>
<p>A primeira é banhada pelo Pacífico das águas frias e agitadas. Já San José guarda a maior surpresa do destino: o Mar de Cortés e seus tons azulados que recortam o interior dessa península mexicana cuja variedade marinha foi alcunhada de “aquário do mundo” por ninguém menos do que Jacques Cousteau.<br />
Localizadas em uma área semidesértica do país, em que o sol só não garante presença durante dez dias do ano, essas cidades estão conectadas pelo Corredor Turístico, uma via de 29 km que cruza praias selvagens, vales e resorts de luxo que costumam receber hóspedes com bolsos despreocupados.<br />
É por ali que passam os que visitam atrativos locais como a Playa del Amor e El Arco, emblemática formação rochosa esculpida, naturalmente, bem na esquina entre o Pacífico e o Mar de Cortés. Os passeios saem da marina de Cabo San Lucas e incluem ainda uma paradinha estratégica para avistar focas e leões marinhos que costumam habitar rochas da região.<br />
A paisagem encontrada ao longo do trajeto, que inclui também uma visita à Playa del Divorcio, costuma arrancar suspiros profundos até de quem viaja desacompanhado &#8211; embora seja altamente desaconselhável desembarcar sem a cara metade nesse destino famoso entre casais em lua de mel ou qualquer outro motivo para ficar a dois (e a sós).<br />
Para dar uma mãozinha na criação do clima, alguns hotéis chegam até a contar com um departamento de romance com serviços voltados exclusivamente para os apaixonados. Em resorts a beira mar como o Las Ventanas al Paraíso é possível ver um filme em uma TV de 50 polegadas montada em plena areia, ser massageado ao ar livre na suíte, fazer um passeio a cavalo pelo deserto ou dormir, literalmente, sob as estrelas em um terraço privativo.<br />
A diretora de romance Esmeralda Silva, uma espécie de cupido moderno do hotel Las Ventanas, é responsável pela elaboração de programas personalizados que incluem experiências insólitas como as alianças de casamento trazidas por um cavaleiro, passeios de carruagem no deserto e até jantares na piscina. “Mais do que ajudar a planejar um sonho, realizamos experiências que são únicas para o casal”, descreve Esmeralda.<br />
Los Cabos é mesmo capaz de surpreender (e apaixonar), sobretudo aqueles que ainda não sabem que existe vida mexicana além dos cenários mais óbvios.</p>
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		<title>Delta do Parnaíba &#8211; Piauí</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 19:31:45 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No coração da &#8220;Rota das Emoções&#8221;, que contempla também Jericoacoara e Lençóis Maranhenses, o Delta do Rio Parnaíba é um espetáculo à parte. Localizado no extremo norte do Estado do Piauí, na divisa com o Maranhão, é o único delta das Américas que deságua em mar aberto e o terceiro maior do mundo. Suas ramificações, braços formados pelo rio antes de encontrar o mar, desenham um arquipélago com mais de 75 ilhas, dunas, lagoas de água doce e uma exuberante floresta tropical que presencia o espetáculo raro preparado pela natureza.</p>
<p>Santuário ecológico de rara beleza, o delta mantém áreas de preservação que protegem seus mangues, igarapés, lagoas naturais e a fauna silvestre construindo uma paisagem aparentemente intocada pela presença humana. Suas principais divisões delimitam o território das maiores ilhas da região, dotadas de boa infra-estrutura para visitação. São elas: Canárias, Igaraçu, Ilha do Caju, Ilha da Melancieira e Tutóia.</p>
<p>Além do precioso cenário construído pelo encontro das águas do Parnaíba com o mar, o litoral piauíense ainda reserva mais surpresas a serem exploradas. Em seus 66 km de extensão, menor litoral do país, nunca o ditado &#8220;melhor qualidade do que quantidade&#8221; se fez tão verdade. Em suas praias, visitadas quase que exclusivamente por moradores locais, o clima de tranquilidade se faz presente. Água límpida e transparente e algumas rajadas de vento trazem pescadores, banhistas e os praticantes de kitesurf em busca de adrenalina, unindo o prazer pelo esporte à contemplação da costa paradisíaca.</p>
<p>O setor artesanal do Estado do Piauí tem muitos motivos para se orgulhar. Considerado um dos melhores e mais bonitos do país, construiu na relação do homem com a natureza suas principais fontes de inspiração. Desde o interior do Estado, onde a forte interação com a terra fez nascer uma genuína vocação para a cerâmica, no litoral encontramos novas vertentes para as artes manuais.</p>
<p>Das fibras da carnaúba e das taboas, os artesãos de Luís Correia e Parnaíba retiram a resistência necessária para executar seus trançados. Móveis, balaios e objetos de decoração surgem de uma infinidade de fitas, que unidas e trabalhadas rapidamente pelas habilidosas mãos desses artistas, preenchem os espaços de casas e apartamentos por todo o país. Com um toque mais feminino, as artesãs da Ilha Grande de Santa Isabel dão cores às palhas e criam verdadeiras obras de arte dignas de figurarem nas mais respeitadas vernissages de arquitetura e design de interiores.</p>
<p>Ainda em Ilha Grande, encontramos as famosas rendeiras do Morro da Mariana. Na sede da associação, o som dos bilros se mistura à gostosa conversa entre as mais novas e as já tradicionais artesãs. Em 2001 elas tiveram seus trabalhos consagrados no São Paulo ¬<br />
Fashion Week, quando o estilista Walter Rodrigues levou as trabalhadas rendas para suas criações.</p>
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		<title>Cuiabá &#8211; Mato Grosso</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 18:52:10 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quem come cabeça de pacu não sai mais de Cuiabá.&#8221; Como a frase das ruas da capital mato-grossense já diz, os restaurantes que servem os peixes pacu, pintado e bagre, farofa de banana-da-terra madura, Maria Izabel (mistura de arroz com carne seca), paçoca de pilão, arroz com pequi e a galinhada são parada obrigatória na região. Além de desfrutar de uma variedade de sabores que utiliza muito a mandioca, o pequi (fruto típico do cerrado) e a manga, o visitante ainda pode levar para casa os chips de banana, um dos tradicionais salgadinhos que podem ser encontrados por toda parte.</p>
<p>Mas não é só o pacu que conquista os turistas que resolvem conhecer a capital mato-grossense. A cidade grande com jeito de interior, exaltada nos versos dos ritmos populares cururu e siriri, se moderniza lentamente e tem investido na recuperação das belas fachadas coloniais dos casarões dos séculos 19 e 20, que se transformam em museus, casas de artesanato e até espaços culturais e de manifestação artística, localizados principalmente no centro histórico, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, e na região portuária da cidade. Apelidada de Notre-Dame cuiabana, a capital de Mato Grosso foi presenteada com uma igreja que se assemelha à famosa de Paris, conhecida como a Nossa Senhora do Bom Despacho, e se orgulha de um museu que fica dentro do primeiro reservatório de água do Estado, em uma caixa d&#8217;água desativada adaptada para receber visitantes.</p>
<p>Fundada em 1719 com a descoberta do ouro, a cidade que nunca pára antes das 20h por causa do calor tem um espaço especialmente dedicado ao artesanato de todo o Estado, a Casa do Artesão, onde estão expostos artefatos indígenas, tecelagem, cerâmica (é possível visitar as comunidades ribeirinhas que fabricam a cerâmica), além da famosa viola de cocho, instrumento típico da região pantaneira fabricado artesanalmente. Quem se interessa pela tradição da viola de cocho pode visitar em Cuiabá o ateliê de um dos produtores do instrumento e ver de perto como ela é feita.</p>
<p>Passar calor em Cuiabá é inevitável para quem visita a cidade nos meses de seca e não está acostumado com as altas temperaturas do cerrado. Nessa época, a garrafinha de água é indispensável. De maio a outubro, não é raro os termômetros marcarem temperaturas acima de 30ºC, muitas vezes beirando os 40ºC. A impressão que se tem é que a sensação térmica de muito calor nunca vai mudar. Mas, geralmente por volta das 18h, o clima fica mais fresco e suportável.</p>
<p>O fluxo de turistas na cidade está atrelado principalmente ao turismo de agronegócios, aos festivais de música e cultura popular e aos congressos e, por conta disso, os preços das diárias são mais baratas nos fins de semana.</p>
<p>Cuiabá é porta de entrada tanto para os municípios de Barão de Melgaço, Poconé e Cáceres, que dão acesso tanto ao Pantanal Norte, quanto para a Chapada dos Guimarães (ver em Chapada dos Guimarães), que fica a apenas 70 km. Isso faz com que a capital seja apenas um destino de passagem para quem segue para uma dessas regiões.</p>
<p>Conhecido como Centro Geodésico da América do Sul, a 1.600 km do oceano Pacífico e do Atlântico, a Chapada dos Guimarães é um dos principais destinos dos cuiabanos nos finais de semana. No local, há um mirante com o famoso título de &#8220;Centro Geodésico&#8221;. No entanto, é apenas um marco de altitude que complementa a antiga marcação localizada em Cuiabá, que, de acordo com geógrafos, é o marco exato do centro da América do Sul.<br />
Outra opção de passeio mostra um ecossistema e paisagens diferentes. Bastante procurada por quem gosta do contato com a natureza e observar animais exóticos, o Pantanal Norte, ou mato-grossense, tem bom acesso com infra-estrutura hoteleira nos municípios e arredores de Poconé e Cáceres, redutos mais procurados por pescadores, e Barão de Melgaço, onde é possível ver um &#8216;Pantanal mais bruto&#8217;, menos explorado pelo turismo.</p>
<p>Em agosto, mês do folclore mato-grossense, acontece o festival Cururu Siriri elaborado para celebrar as culturas típicas da região pantaneira reúne grupos de cururu e de siriri de todo o Estado de Mato Grosso. Festival de Música Calango, que atrai cerca de 5.000 pessoas, a Festa Internacional do Pantanal e o Festival Internacional de Pesca de Cáceres vêm atraindo cada vez mais turistas.</p>
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		<title>Itamaracá &#8211; Pernambuco</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 17:59:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Itamaracá é um destino de indicações simples. O melhor da gastronomia local se produz nas barracas ao longo das praias. Grupos de axé e pagode costumam se apresentar na ilha durante o verão, quando milhares de adolescentes também tomam conta da praça central da cidade. No Carnaval, os trios-elétricos invadem o lugar. Mas o grande ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Itamaracá é um destino de indicações simples. O melhor da gastronomia local se produz nas barracas ao longo das praias. Grupos de axé e pagode costumam se apresentar na ilha durante o verão, quando milhares de adolescentes também tomam conta da praça central da cidade. No Carnaval, os trios-elétricos invadem o lugar. Mas o grande ícone cultural da ilha ainda é a rainha da ciranda, dona Lia de Itamaracá.</p>
<p>O Forte Orange, construção holandesa de 1631, guarda o registro das lutas entre portugueses e flamengos pela região que prosperava no plantio de açúcar e no escoamento de Pau-Brasil.</p>
<p>Esverdeado, o mar que contorna a ilha tem sargaço. Já no grande banco de areia da Coroa do Avião, as águas são azuis e sem algas flutuantes. Na praia do Sossego, piscinas naturais proporcionam deliciosos banhos. </p>
<p>A ilha abriga ainda o Centro de Preservação do Peixe-Boi Marinho, aberto para visitantes, que podem ver os dóceis bichos antes deles serem devolvidos ao seu habitat natural.</p>
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		<title>Poços de Caldas &#8211; Minas Gerais</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 18:41:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[De um vulcão que sumiu há séculos e séculos nasceu a região onde está uma das cidades mais aconchegantes de Minas Gerais. As águas ricas em enxofre que borbulham do solo e o clima de montanha tornaram Poços de Caldas um lugar irresistível. Tanto que a cidade pode muito bem ser o sinônimo de descanso. ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De um vulcão que sumiu há séculos e séculos nasceu a região onde está uma das cidades mais aconchegantes de Minas Gerais. As águas ricas em enxofre que borbulham do solo e o clima de montanha tornaram Poços de Caldas um lugar irresistível. Tanto que a cidade pode muito bem ser o sinônimo de descanso. O som das águas que surge a cada canto tranquiliza. As praças arborizadas transmitem um estado de paz e as belezas naturais renovam as energias.</p>
<p>Por tudo isso, Poços respira turismo. São 72 hotéis e pousadas espalhados por toda a cidade. Muito com programações e monitores para todos os públicos. Nas ruas, ônibus turísticos cruzam a cidade a todo momento e, nas atrações, os cliques de câmeras fotográficas são constantes.</p>
<p>Mas todo esse potencial turístico não é novidade para Poços.<br />
A cidade já viveu anos de ainda mais glamour e, para seus habitantes, deveria ser a &#8220;Las Vegas brasileira&#8221;, se o jogo não tivesse sido proibido no país.</p>
<p>Anos 1940, o apogeu de Poços de Caldas</p>
<p>A elite intelectual brasileira caminhava pelos jardins de Poços, as famílias abastadas passavam fins de semanas para tratar seus parentes nas termas medicinais e as fichas de cassino eram tão comuns que eram usadas como dinheiro nas lojas. Carmen Miranda, Santos Dumont e Juscelino Kubitschek estavam sempre por lá.</p>
<p>Este cenário era a rotina de Poços no início da década de 1940. Até o então presidente Getúlio Vargas usava a suntuosa suíte presidencial do Hotel Palace, de 154 m² e com um lustre de cristal belga, para trabalhar. Ele chegou a trazer móveis do Palácio do Catete, antiga sede do governo, que ainda hoje decoram o quarto de hotel mais famoso da cidade.</p>
<p>Mas se o auge ocorreu nessa década, o início do declínio também. Dois fatos históricos transformaram Poços. O primeiro: a proibição do jogo no Brasil em 1946. O dinheiro do cassino secou, os turistas diminuíram e o glamour acabou. Depois veio a descoberta da penicilina. Frente aos antibióticos, os tratamentos termais tornaram-se obsoletos e caros.</p>
<p>Mesmo com as dificuldades, nem tudo estava acabado para a cidade. As fontes e as belezas naturais conseguiram manter a atração do município que hoje possui mais de 150 mil habitantes. Poços virou uma das cidades favoritas para casais em lua-de-mel. As praças arborizadas, o charme de décadas, o clima tranquilo, tudo é atração para quem troca alianças.</p>
<p>Belezas naturais no alto da serra</p>
<p>A natureza em Poços de Caldas é privilegiada. Localizada no alto da Serra da Mantiqueira, a 1.200m de altitude, em um vale cercado de muito verde. No volante do próprio carro, sem encarar estradas de terra, é fácil encontrar mirantes, trilhas, fontes e quedas d&#8217;água. Muitas quedas d&#8217;águas! As mais belas são a comprida cascata Véu das Noivas e a cascata das Antas, onde estão as ruínas de uma das primeiras usinas hidrelétricas construídas no Brasil, erguida em 1898.</p>
<p>Entretanto, a grande atração &#8211; e o motivo da fundação da cidade &#8211; é a água que borbulha do solo a uma temperatura de 40ºC. Em torno de suas fontes, a cidade cresceu, virou centro de tratamento de doenças e, no século 20, ganhou o maior balneário da América Latina, as Termas Antônio Carlos. Em arquitetura romana e com mais de 60 anos de história, as termas funcionam ainda hoje a todo vapor e oferecem banhos de imersão, saunas, inalação, duchas, tudo com a famosa água sulforosa.</p>
<p>Alcalina e rica em enxofre e sais minerais, a água sulforosa de Poços é indicada para diversas doenças: inflamações, nevralgias, doenças de pele, bronquite, asma, gastrites, úlcera, prisão de ventre, reumatismo, dermatites e muitas outras. No entanto, assim como remédios, a água possui contra-indicações. Não deve ser usada por pacientes com processos infecciosos, insuficiência hepática aguda e processos inflamatórios severos.</p>
<p>Além da água, outra especialidade poço-caldense são os cristais criados no mesmo estilo dos artesãos da ilha de Murano, em Veneza, na Itália. O pioneiro na arte com vidros na cidade mineira foi o italiano Mário Seguso. Em 1965, ele abriu a loja Ca D&#8217;oro e ensinou a técnica milenar para fazer cristais a seus aprendizes. Desde então, virou uma dos principais atrativos da cidade. Como os cristais são feitos a mão, uma peça nunca é igual à outra. Hoje, além da comercialização, pode-se assistir ao vivo ao processo de produção dos vidros dentro da própria loja.</p>
<p>Em Poços de Caldas, qualquer fim de semana vale uma visita. O município fica a cerca de 240 quilômetros de São Paulo (SP) e, apesar de estar em Minas Gerais, recebe mais turistas paulistas. O ideal é curtir a cidade ao menos por três dias para aproveitar com calma. A altitude proporciona temperaturas baixas em julho. É o mês da alta temporada. Os hotéis ficam cheios e temperatura pode chegar a -2o C. Clima ótimo para um vinho, uma sauna nas termas ou um passeio bem agasalhado pela praça central. Em Poços, o que não faltam são bons &#8211; e tranquilos &#8211; programas.</p>
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		<title>Praia do Francês &#8211; Alagoas</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 18:19:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um dos principais destinos turísticos do nordeste, a Praia do Francês, em Alagoas, tem ingredientes para satisfazer a todos que buscam diversão, descansar ou praticar esportes. A poucos quilômetros de Maceió, capital do estado, a praia está localizada no município de Marechal Deodoro, onde nasceu o proclamador da república brasileira. Parada obrigatória de surfistas de ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos principais destinos turísticos do nordeste, a Praia do Francês, em Alagoas, tem ingredientes para satisfazer a todos que buscam diversão, descansar ou praticar esportes. A poucos quilômetros de Maceió, capital do estado, a praia está localizada no município de Marechal Deodoro, onde nasceu o proclamador da república brasileira.<br />
Parada obrigatória de surfistas de todo o mundo, a Praia do Francês é considerada por muitos o “Havaí Brasileiro”. São 34 km de areia fofa e branquíssima, águas verdes e límpidas, centenas de enormes coqueiros à beira mar e ondas tubulares que chegam a mais de 2 m. A praia já serviu de palco de diversos eventos ligados ao esporte, como campeonatos de surfe nacionais e internacionais.</p>
<p>Mas o que faz as ondas do Francês serem tão famosas? Evanildo Viana (38), praticante do esporte há 25 anos, responde: “o fundo de areia proporciona uma onda com muita qualidade e a presença da barreira de corais forma uma espécie de túnel onde as ondas podem fazer um corredor e concentrar a sua força, ficando mais perfeita e simétrica”.</p>
<p>Se você não é surfista, não se preocupe. Não são apenas os praticantes desse esporte que podem desfrutar das belezas do Francês. As ondas mais fortes ficam do lado direito da praia. Do lado esquerdo, o mar é mais calmo e a paisagem exuberante, cercado por cinco quilômetros de recifes de coral. Nessa parte da praia estão localizados os bares e restaurantes de petiscos. Os visitantes podem se divertir no banana-boat e fazer aulas de surf, caiaque e mergulho.</p>
<p>Outra atração da praia são os passeios de barcos até os bancos de corais, onde se pode mergulhar nas piscinas naturais. O passeio custa R$ 20 e está incluso o snorkel, barco com visor de vidro e demonstração das espécies locais. É importante ter cuidado na hora de escolher a empresa que fará o passeio. Algumas vezes a maré está cheia e não é aconselhável navegar, mas muitos desrespeitam e continuam abordando os turistas.</p>
<p>Se a maré estiver baixa, é possível ir a pé até a Praia do Saco, conhecida como “Saco da Pedra”, localizada dentro de uma reserva ecológica. Há outras formas de chegar lá: de barco, pela da Lagoa Manguaba, ou de carro através de propriedades particulares. A reserva pertence à maior ilha lacustre do país, Santa Rita, com mais de 12 km de superfície, que serve para pouso de aves migratórias.<br />
Mesmo com a praia, o Francês não dispõe de muitas opções de lazer, o que prejudica o comércio local, como as pousadas. Geralmente as pessoas ficam hospedadas em Maceió e passam apenas o dia na praia. Mas para quem quer ficar mais próximo da praia, uma opção é conhecer o centro de Marechal Deodoro, a oito quilômetros de distância.</p>
<p>Marechal tem cerca de 48.000 mil habitantes e desde 2006 é considerada Patrimônio Histórico Nacional, com muitas atrações que remetem à colonização de Portugal. Muitas igrejas e conventos da cidade foram construídas no século 16, como o Museu de Arte Sacra do Estado de Alagoas Dom Ranulpho da Silva Farias, que contém o Convento de São Francisco, em uma bela estrutura barroca. O Centro Histórico tem prédios construídos desde 1836, como o Palácio Provincial, além da casa que Marechal Deodoro morou.</p>
<p>Com o nome de Vila Madalena de Sumaúna, o povoado foi fundado em 1611 para proteger o pau-brasil do contrabando, realizado pelos franceses no local que hoje é conhecido como Praia do Francês. Em 1817 tornou-se a capital da capitania de Alagoas, criada nesse ano. Tornou-se cidade em 1823 e 16 anos depois perdeu o posto de capital para Maceió. A cidade passou a ser chamada de Marechal Deodoro em 1939, em homenagem ao primeiro presidente da república do Brasil.</p>
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		<title>Guarapari &#8211; Espírito Santo</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 19:22:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cidade de Guarapari tem sua origem ainda no século 16, quando o padre José de Anchieta percorreu a Capitania do Espírito Santo com o intuito de formar novas aldeias que serviriam como base para a catequese dos índios goitacazes. A fundação ocorreu em 1585, quando Anchieta determinou a construção de uma capela para abrigar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade de Guarapari tem sua origem ainda no século 16, quando o padre José de Anchieta percorreu a Capitania do Espírito Santo com o intuito de formar novas aldeias que serviriam como base para a catequese dos índios goitacazes. A fundação ocorreu em 1585, quando Anchieta determinou a construção de uma capela para abrigar padres em missão. O nome escolhido foi Aldeia do Rio Verde ou Santa Maria de Guaraparim.</p>
<p>Em 1891, Guarapari deixou de ser vila para se tornar um município. Ainda assim, isto não garantiu o desenvolvimento imediato da cidade, que era de difícil acesso e contava com algumas centenas de construções rudimentares até o início do século 20. O destino do lugar mudou radicalmente a partir dos anos 1960, quando se propagaram as informações de que as areias da região possuíam um grau de radioatividade com efeitos terapêuticos. A areia preta, ou monazítica, passou a ser utilizada então como tratamento alternativo de reumatismo, artrite, alergia, problemas gástricos e digestivos, além de vários outros &#8211;mesmo sem comprovação científica adequada. </p>
<p>Logo a &#8220;Cidade Saúde&#8221; passou a receber um grande fluxo de visitantes e moradores em potencial de todos os cantos do Brasil e do mundo, ganhando grande impulso para o desenvolvimento. Hoje o município conta com cerca de cem mil habitantes e é um dos destinos turísticos mais importantes do Espírito Santo, referência em shows, festas e eventos no verão.</p>
<p>Na alta temporada, suas ruas e praias ficam lotadas de turistas &#8211;principalmente originados de Minas Gerais&#8211; e sua população quase triplica, impulsionando a economia local e toda a indústria de turismo do Estado. Tal inchaço tem também seus inconvenientes, evidenciando alguns problemas estruturais e logísticos, como falta de água em determinadas regiões e grandes congestionamentos.</p>
<p>Embora possua distritos em regiões serranas do Estado, o ponto alto de Guarapari é seu litoral. São mais de vinte praias com características bastante peculiares, muitas ideais para práticas esportivas. A praia D&#8217;Ulé e a de Setibão são algumas das escolhidas pelos surfistas devido às altas ondas e menor número de banhistas. Já as Ilhas Rasas e as Três Ilhas, por exemplo, são pontos de mergulhadores, assim como os famosos naufrágios capixabas &#8211;dos navios Bellucia e Victory&#8211; que atraem esportistas sedentos pela exploração das estruturas e observação da grande diversidade marinha do local, uma das maiores do país. </p>
<p>Ao longo da costa há grande variedade de espécies nativas da mata atlântica e vegetação de restinga, além de animais silvestres, como corujas e ouriços, muitos protegidos pelos limites do Parque Estadual Paulo César Vinha, que recebe não só turistas, mas também pesquisadores. O Parque Morro da Pescaria é outro ponto de preservação que recebe visitas e conta com mirantes para apreciação da cidade e do canal.</p>
<p>A culinária local e o artesanato são boas amostras da cultura capixaba. É essencial provar a moqueca capixaba (que ao contrário da baiana não recebe dendê ou leite de coco), a caranguejada e a Torta Capixaba (preparada com palmito, bacalhau, camarão e siri, entre outros frutos do mar). Várias bancas e lojas ao longo das estradas vendem panelas de barro, peças entalhadas de madeira e objetos feitos com vime e taquara.</p>
<p>Pela localização, praias como a do Morro, Castanheiras e Areia Preta ficam cheias sempre, graças aos seus arredores que concentram grande número de estabelecimentos comerciais como restaurantes, bares, farmácias, bancos, postos de gasolina e supermercados. São lugares ideais para aqueles que desejam ficar perto de tudo, ainda mais no verão, quando o trânsito se torna caótico.</p>
<p>A região de Nova Guarapari, também chamada de Enseada Azul, foi tomada ao logo dos anos por residências de veraneio e se tornou um dos locais mais badalados do Estado durante a alta temporada. Suas praias, especialmente a Bacutia, são palcos de eventos e constantemente recebem visitas de celebridades e jovens de alto poder aquisitivo. Meaípe é outra localidade bastante frequentada pela juventude em busca de festas e badalação, mas consegue manter sua tradição com alguns dos pontos gastronômicos mais famosos do Espírito Santo e praia tranquila.</p>
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		<title>Ouro Preto &#8211; Minas Gerais</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 18:07:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dos primeiros lugares do mundo a serem tombados pela Unesco como Patrimônio Histórico Mundial, Ouro Preto é dona de um dos maiores e mais importantes acervos da arquitetura e arte colonial do Brasil. Caminhar pelas suas íngremes e estreitas ladeiras &#8211;que ainda mantêm o calçamento original de pedras&#8211; rende uma boa aula ao ar ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos primeiros lugares do mundo a serem tombados pela Unesco como Patrimônio Histórico Mundial, Ouro Preto é dona de um dos maiores e mais importantes acervos da arquitetura e arte colonial do Brasil. Caminhar pelas suas íngremes e estreitas ladeiras &#8211;que ainda mantêm o calçamento original de pedras&#8211; rende uma boa aula ao ar livre até para os mais desligados na história do país. É impossível passar despercebido, por exemplo, pelos casarões em que moraram o escultor Aleijadinho e os poetas inconfidentes Cláudio Manoel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga.<br />
Situada em uma região montanhosa e acidentada, Ouro Preto exige fôlego de seus visitantes. Os principais pontos turísticos da cidade, apesar de espalhados em diferentes distritos, não são muito distantes entre si. Por isso, a maneira mais fácil de conhecê-los é respirar fundo e encarar a pé as subidas e descidas que encontrar pelo caminho.</p>
<p>As igrejas são as principais atrações turísticas de Ouro Preto. Mais do que templos religiosos, elas são verdadeiros templos da arte colonial do Brasil. Seus altares, quase sempre banhados a ouro, são exemplos clássicos do rococó, e suas esculturas, trabalhadas por importantes artistas da época, como Aleijadinho, são consideradas obras-primas do barroco brasileiro.</p>
<p>Ainda no circuito histórico e da arte, os museus de Ouro Preto merecem destaque e atenção. Só pelo fato de estarem instalados em antigos casarões, igrejas e palácios construídos durante o Ciclo do Ouro, eles já valem a visita. Não perca.</p>
<p>Porém, não é só de igrejas e museus que vive o turismo em Ouro Preto. Com espírito jovem e acolhedor, a cidade mineira tem fama de festeira, e não é à toa. Seu Carnaval, celebrado tradicionalmente na rua, é um dos mais concorridos do país, atraindo anualmente milhares de jovens para as ladeiras e ruas locais. Outro evento que costuma chamar a atenção dos visitantes é o Festival de Inverno, que acontece em julho e oferece uma programação cultural agitada.</p>
<p>Com grande potencial turístico, histórico e cultural, Ouro Preto recebe visitantes do mundo inteiro em qualquer época do ano. Da arte sacra de Aleijadinho ao artesanato local, passando pela típica comida mineira e as festas tradicionais, a cidade está sempre pronta a oferecer diversão e surpresas.</p>
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		<title>Cumbuco &#8211; Ceará</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 18:26:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leonardo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O céu mais colorido do Brasil fica em Cumbuco, praia cearense a 35 km de Fortaleza pertencente ao município de Caucaia. O motivo é o vento forte que sopra por aquelas paragens e tornou Cumbuco uma das “capitais” brasileiras do kitesurfe. Quem pratica o esporte equilibra-se em uma prancha e, ao mesmo tempo, manobra, com ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O céu mais colorido do Brasil fica em Cumbuco, praia cearense a 35 km de Fortaleza pertencente ao município de Caucaia. O motivo é o vento forte que sopra por aquelas paragens e tornou Cumbuco uma das “capitais” brasileiras do kitesurfe. Quem pratica o esporte equilibra-se em uma prancha e, ao mesmo tempo, manobra, com a ajuda de barras, a grande pipa colorida estufada com o vento.</p>
<p>A vontade de aprender o esporte, que exige pelo menos três ou quatro dias de aulas, é apenas um dos motivos para passar uma temporada em Cumbuco – muita gente costuma visitar a praia durante um bate-e-volta de van ou bugue com origem em Fortaleza. Outras razões para passar férias na vila são a inauguração, em outubro de 2010, do all-inclusive Vila Galé Cumbuco (que fica a 9 km do centrinho do povoado e tem spa, clube infantil, centro de convenções, quatro restaurantes, cinco bares e, a partir de 2012, campo de golfe) e o variado leque de atividades da praia.<br />
O programa mais popular (e obrigatório) da região é o passeio de bugue pelas dunas. Como acontece em Natal (RN), o turista pode escolher se o prefere com ou sem emoção. Na primeira alternativa, os veículos deslizam com mais velocidade pelas descidas e provocam uma gostosa sensação de montanha-russa natural. O passeio sem emoção é mais light, ou seja, o veículo circula pela areia mais devagar, evitando as manobras radicais. Seja qual for a sua opção, é importante tomar cuidado na hora de escolher o bugue, para garantir sua segurança. Apenas os veículos amarelos, com placa vermelhas, são credenciados à Cooperativa Cearense dos Proprietários de Veículos para Passeios Turísticos (Cooptur, tel. 85/3318-7309, sede na Av. dos Coqueiros, s/n, dentro do Centro de Apoio ao Turismo).</p>
<p>A entidade, que aceita cartão de crédito para tours comprados em sua sede, vende passeios com roteiros definidos e preços tabelados. O mais curto leva cerca de uma hora e custa R$ 160 por veículo com capacidade para até quatro pessoas (com possibilidade de desconto para pagamento em dinheiro). Além de desbravar as dunas, o buque pára na lagoa do Parnamirim, onde o grande barato é escorregar pela areia sentado em uma espécie de prancha de madeira até cair na água. O popular brinquedo é conhecido localmente como esquibunda e custa R$ 5 se o visitante quiser se aventurar sozinho e R$ 7 se preferir a companhia de um guia. Neste último caso, é ele quem vai controlar a velocidade da descida, o que é ótimo para quem morre de medo de virar de ponta-cabeça e também para quem pára no meio do caminho antes de chegar à lagoa – isso pode acontecer quando o visitante crava as mãos na areia com tanta força que acaba brecando no meio do caminho. O ponto de partida acontece em barracas de sapé que também vendem bebidas para os sedentos. Entre elas e a lagoa, uma escadaria com degraus de pneus e corrimão de corda auxilia a fatigante subida da volta.</p>
<p>Além de visitar a lagoa do Parnamirim e desbravar as dunas, quem faz um tour de duas horas (por R$ 220) passa ainda na lagoa do Banana e na Barra do Cauípe, a foz do rio homônimo também conhecido como lagoa do Cuípe. As duas contam com quiosques de sapé e espreguiçadeiras à beira d’água (ou melhor, dentro dela em alguns pontos), e a última tem um charme extra: é um dos cenários mais procurados pelos aprendizes de kitesurfe. Os esportistas ensaiam suas primeiras manobras no pedaço por causa das suas águas tranquilas, de pouca profundidade. E só encaram as ondas do mar após certo tempo de traquejo. Ali dá para observar à vontade os alunos. Quem vê as manobras mais de perto fica com muita vontade de colocar o pé na prancha. Aprender o esporte não é tão difícil, mas exige tempo e dedicação. As dezenas de escolas da região (muitas delas localizadas dentro dos próprios meios de hospedagem) organizam cursos básicos para iniciantes por preços que variam de R$ 500 a R$ 1.000 por oito ou dez horas, distribuídas em pelo menos uns três ou quatro dias. O importante é contratar professores credenciados e experientes. E uma dica importante: vale mais a pena se aventurar no esporte na época dos ventos mais alísios, de julho a fevereiro.</p>
<p>O centrinho de Cumbuco também tem várias escolas de kitesurfe, além de ser ponto de partida de passeios de bugue (além dos dois tours descritos, ainda há opções para praias mais afastadas, como Lagoinha ou Morro Branco ou Canoa Quebrada), burrico (R$ 10 por 20 minutos), quadriciclo (R$ 50 o aluguel por 40 minutos) e jangada (R$ 10 por uma hora). Quem gosta de curtir uma praia com bastante infraestrutura tem várias opções de barracas naquela localizada no centrinho do vilarejo. Uma das maiores é a Velas do Cumbuco (85/3318-7555), que tem até piscina aberta ao público (custa R$ 6 para nadar o dia todo).</p>
<p>Os curiosos em observar toda essa paisagem do alto podem ainda fazer um sobrevoo de helicóptero pela região, ao custo de R$ 1 500 a hora voada para até seis pessoas (preço para reservas feitas no Vila Galé Resort, cuja agência de viagens proporciona comodidade para o hóspede, embora cobre um pouco mais caro pelos serviços, por exemplo, o passeio de bugue de duas horas custa R$ 320 por lá). Lá do alto é possível vislumbrar vários dos elementos que embelezam o litoral cearense: os pontinhos coloridos das pipas de kitesurfes, as dunas, as falésias, as inúmeras barracas de praia e até os arranha-céus de Fortaleza, caso o passeio vá até a capital.</p>
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